08/08/2019 às 15:50 - Atualizado em 10/09/2019 às 15:14

Acontece RH recebeu a escritora e imortal da ABL, Nélida Piñon

Durante o bate-papo, a plateia pode saber um pouco mais sobre sua trajetória na literatura
Divulgação Durante o bate-papo, a plateia pode saber um pouco mais sobre sua trajetória na literatura

Mais que uma das novas programações que vem sendo promovidas durante o Acontece RH, que mensalmente reúne as equipes da Federação, do Sesc RJ e do Senac RJ, o auditório da Fecomércio RJ ganhou um presente ao receber, na tarde da última terça-feira, a escritora Nélida Piñon.

Durante o bate-papo, a plateia pode saber um pouco mais sobre sua trajetória na literatura, a qual começou a se dedicar ainda pequena, motivada por seu pai. Eloquente e descontraída, Nélida se dirigiu várias vezes aos diretores da casa, declarando, numa delas, “Considero o Sesc o Ministério da Cultura”.

A escritora abordou o seu processo criativo e o encantamento com cada nova obra. “O texto nasce do caos”. E arrancou sorrisos e reflexões da plateia falando sobre vida e sobre morte. “Nascemos para ter medo e para ter coragem”. E, sobre o país, enfatizou, “Se Machado de Assis existiu, o Brasil é possível”.

Com relação a sua obra mais recente, “Uma furtiva lágrima”, considerada uma das mais emotivas e íntimas da autora, e que traz uma mensagem muito forte de história e família, Nélida contou que havia deixado os contos de lado em função de romances, ensaios e memórias. “Acabei seguindo uma temática que me atraía muito, a família. Todas as neuroses, benesses, punções, tudo está na família, que é transmissora do conhecimento, a base dos saberes humanos”, ressaltou a premiada escritora.

A imortal Nélida, também falou sobre a importância da presença feminina em posições de comando nas empresas, um protagonismo que a mulher vem buscando não só no mercado, mas na sociedade de um modo geral.

A imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), quinta ocupante da cadeira nº 30, foi eleita em 27 de julho de 1989, na sucessão à Aurélio Buarque de Holanda, assumindo o seu lugar em 3 de maio de 1990. Poucos anos depois, tornou-se a primeira mulher, em 100 anos, a presidir a Academia Brasileira de Letras, entre 1996-1997, no ano de seu centenário. Reconhecida nacional e internacionalmente, Nélida ganhou o mundo jovem e foi consagrada com muitos prêmios literários, como o Príncipe de Astúrias, na Espanha., além de títulos de doutor honoris causa das universidades: Poitiers, Santiago de Compostela, Florida Atlantic, Montreal, entre outros.