15/04/2021 às 14:59

Conselho de Combate ao Mercado Ilegal discute unificação de informações

Os estudos apresentados durante a videoconferência também trouxeram informações relevantes do mercado ilegal, como a economia subterrânea.
Divulgação Os estudos apresentados durante a videoconferência também trouxeram informações relevantes do mercado ilegal, como a economia subterrânea.

O Conselho de Combate ao Mercado Ilegal promoveu, na última terça-feira (dia 13), sua quarta reunião de trabalho, a segunda no formato virtual. Idealizado pela Fecomércio RJ, o encontro tem como objetivo debater caminhos para o combate ao mercado ilegal, que tanto prejudica a economia do país e do estado do Rio de Janeiro, em especial.

Para o economista João Gomes, um dos organizadores do conselho e diretor do IFec RJ, o Mercado Ilegal é um dos maiores problemas da economia formal, mesmo diante do impacto da pandemia provocado pela Covid-19, o que afeta diretamente não só o comércio legal, como a sociedade como um todo. “Precisamos unificar dados das Federações, das entidades representativas do setor que combatem esse problema e das forças de segurança. A convergência de ideias lançará luz sobre essa chaga que tanto aflige o setor produtivo”, ressaltou o economista.

Durante sua argumentação, o diretor do IFec RJ também apresentou aos integrantes do conselho o coordenador da Comissão de Combate à Informalidade, Daniel Amadio, da Fecomércio RS. O empresário agradeceu o convite para participar do debate, que segundo ele, é fundamental. “A Federação trabalha fortemente no combate ao contrabando, ao descaminho e a pirataria no Rio Grande do Sul. Estamos muito gratos por ter a oportunidade de mostrar a dimensão do mercado ilícito e as ações criminosas de contrabandistas e sonegadores de impostos que, nas práticas ilegais, subvertem o mercado com a venda de produtos contrabandeados e falsificados”, enfatizou Amadio.

Marcelo Joaquim, representante da Souza Cruz – BAT/ Better Tomorrow - informou que só conseguem retirar de circulação 8% dos cigarros que são contrabandeados para o Brasil. O produto é o mais falsificado e contrabandeado no país. “Esse mercado ilegal provoca a perda de 130 mil empregos no setor. A carga tributária também poderia ser revista, pois beneficia os produtos contrabandeados. O mercado ilegal de cigarros cresceu tanto, que hoje não sabemos mais o que é contrabando do Paraguai ou produção pirata no Brasil”, afirmou o executivo.

Os estudos apresentados durante a videoconferência também trouxeram informações relevantes do mercado ilegal, como a economia subterrânea.  Essa nomenclatura se destina a realização de atividades (produtos de bens e serviços) não declarados ao Governo. Seu objetivo: sonegar impostos; evadir contribuições previdenciárias; driblar normas trabalhistas; e evitar demais custos.

Estiveram presentes representantes Fecomércio RS, Simerj, Sidmóveis, Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), Souza Cruz - BAT/ Better Tomorrow, Ancine e do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP).