06/12/2018 às 18:09 - Atualizado em 18/12/2018 às 18:26

Firjan e Fecomércio RJ se unem para debater o futuro do papel sindical

Firjan e Fecomércio RJ se unem para debater o futuro do papel sindical
Firjan e Fecomércio RJ se unem para debater o futuro do papel sindical

A Fecomércio RJ e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) se encontraram para debater o futuro do papel sindical em um contexto de grandes mudanças. O seminário reuniu líderes empresariais dos dois setores da economia, na sede da Firjan, no dia 05/12.

Antonio Florencio de Queiroz, presidente da Fecomércio RJ, avaliou a iniciativa como um marco. “Juntos temos mais potencial de trabalhar em prol do maior investimento social existente, que é a promoção de trabalho e renda”, avaliou Queiroz.

A visão é compartilhada por Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan. Ele destacou ainda que muitas das regulações hoje não são condizentes com o presente: “Precisamos pensar juntos um caminho para aumentar a competitividade das empresas fluminenses”.

 

Reforma trabalhista

Os primeiros impactos da reforma trabalhista, conquistada em 2017, foram debatidos no seminário. José Martins, presidente eleito do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região do Rio de Janeiro, explicou que assim como as empresas e os sindicatos precisaram se adaptar às novas regras, a magistratura também. “Precisamos dessa visão moderna e perceber que diversas estruturas passadas já não existem mais”, pontuou.

Por sua vez, o professor e economista Hélio Zylberstajn destacou a redução da litigiosidade na Justiça do Trabalho como um dos impactos imediatos da mudança. “O número de novas ações nas varas caiu em todos os meses de 2018. Foram 233 mil, em média, em 2017, contra 145 mil neste ano, o equivalente a uma redução de 38%. Podemos dizer que a reforma impôs mais responsabilidade em quem inicia uma reclamação trabalhista”, informou.