25/11/2019 às 09:05

Petrópolis recebe pela primeira vez Festival Villa-Lobos

Sesc Quitandinha foi o palco de concertos que homenagearam os compositores Claudio Santoro e Francis Hime
Divulgação Sesc Quitandinha foi o palco de concertos que homenagearam os compositores Claudio Santoro e Francis Hime

Pela primeira vez em seus 57 anos, o Festival Villa-Lobos ultrapassa a fronteira do Rio de Janeiro e chegou à cidade serrana de Petrópolis, onde realizou concertos de música de câmara. Com realização do Museu Villa-Lobos e Sarau, o festival ocorreu entre os dias 14 e 17 de novembro no Sesc Quitandinha e em outros espaços.

Os homenageados desta edição foram os compositores Claudio Santoro (1919-1989), na celebração do centenário de seu nascimento, e Francis Hime, que comemora 80 anos de vida em plena atividade. “É um privilégio para o Brasil contar com artistas tão criativos e representativos da diversidade cultural nacional, e o Festival Villa-Lobos teve como uma de suas principais missões celebrar a vida e a obra dessas grandes figuras da música brasileira”, exalta o diretor artístico Marcelo Rodolfo.

Entre as principais atrações da programação, a Real Banda Euterpe Friburguense, banda civil mais antiga do Brasil em funcionamento ininterrupto. O conjunto de 53 músicos, que foi assistido por Villa-Lobos está completando 150 anos e preparou um programa com músicas de Adoniran Barbosa, Consuelo Velasquez, Gilberto Gil, Nilo Mendez e Tom Jobim, com regência do maestro Nelson José da Silva Neto.

O evento também contou com a participação da Camerata de Violões de Três Rios, formada por 60 integrantes com idades que vão dos 10 aos 70 anos e conduzida pelo maestro Felipe Carretiero, criador e arranjador do grupo, apresentou um repertório popular, que inclui obras de Raul Seixas, Zé Ramalho e Marisa Monte, entre outros.

Também na unidade do Sesc RJ foram realizados concertos da série Mestres em Cena, com homenagens a Villa-Lobos e Claudio Santoro ao longo da programação. A escritora Conceição Campos e sua personagem Livramento contaram histórias da vida e da obra de Paulo César Pinheiro.