06/11/2020 às 10:36

Campanha de Combate ao Mercado Ilegal ganha novo parceiro estratégico

SindRio adere à ação criada pelo Sistema Fecomércio RJ e Secretaria de Estado da Polícia Militar.
Getty Images SindRio adere à ação criada pelo Sistema Fecomércio RJ e Secretaria de Estado da Polícia Militar.

O Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) se integrou à Campanha de Combate ao Mercado Ilegal, idealizada pelo Sistema Fecomércio RJ e pela Secretaria de Estado da Polícia Militar, e que teve início em outubro. Com a nova parceria, a ação passa a envolver, também, empresas ligadas ao setor de alimentos prontos e refeição do Rio. A campanha visa conscientizar a população sobre as consequências e riscos de estimular e financiar o mercado ilegal.

O tema é de suma importância para a Fecomércio RJ, tanto que motivou o IFec RJ a criar, em 2019, o Conselho de Combate ao Mercado Ilegal. O conselho avalia o impacto do comércio de produtos de origem duvidosa na economia, com números alarmantes: somente em 2019, o consumo de produtos de procedência ilegal gerou um prejuízo de R$ 822 milhões na economia do estado.

Estudo do IFec RJ revelou que, aproximadamente, 26% da população adulta do estado assume ter comprado algum produto irregular no ano de 2019, o equivalente a 3,3 milhões de pessoas. Entre os fluminenses, 60,6% dos entrevistados entendem que a compra de produtos de origem duvidosa prejudica a economia, representando, para 61,2% dos consultados, uma concorrência desleal ao comércio formal.

Os impactos negativos não se restringem ao comércio, grande gerador de empregos e arrecadador de impostos, mas à vida de todos os cidadãos. A comercialização de artigos de procedência ilegal é também um grande foco de atuação da Polícia Militar, que idealizou essa campanha junto com a Fecomércio RJ.

“O comércio ilegal exerce forte impacto na área de segurança pública. Mercadorias vendidas clandestinamente nas ruas têm origem em ações criminosas, muitas com uso de violência, como roubos de carga e roubos de ruas. São também fontes de recursos para fortalecer o crime organizado. Portanto, quando combatemos o comércio ilegal, estamos contribuindo para o enfraquecimento de grupos criminosos e a redução da incidência criminal”, afirma a porta-voz da Secretaria de Estado da Polícia Militar, Tenente-Coronel Gabryela Dantas.

A Campanha de Combate ao Mercado Ilegal tem caráter educativo, com o objetivo de impactar os consumidores, entre os meses de outubro e dezembro, com informações sobre os mais abrangentes aspectos negativos gerados pelo comércio de produtos roubados: do jurídico ao econômico, passando pelo social.

Os principais meios de comunicação das mensagens são as mídias sociais e imprensa. O período de realização tem foco nas compras de fim de ano, quando datas como o Natal, Réveillon e férias escolares estimulam um incremento no consumo. 

“O mercado ilegal se reflete em toda a sociedade, gerando violência, desemprego, exploração de mão de obra, redução da arrecadação tributária e menor investimento social. Sendo assim, defendemos este importante esclarecimento e orientação à sociedade para provocar uma reflexão a quem recorre e alimenta esses canais de comércio ilegal”, explica o presidente do Sistema Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior.

“Como representante de bares e restaurantes cariocas, o sindicato entende que a informalidade em qualquer atividade econômica impacta diretamente a empregabilidade e a sustentabilidade das empresas formais, prejudicando a cidade e sua população. Além de representar concorrência desleal ao não se submeter à legislação vigente, esse tipo de comércio coloca em risco a saúde e a segurança do consumidor. A formalização garante não só o recolhimento de tributos e encargos trabalhistas, como também, no caso do setor de gastronomia, a segurança alimentar, visto que, assim, a procedência dos insumos é conhecida e as condições dos estabelecimentos são fiscalizadas regularmente. Permite, ainda, a organização e controle urbanos necessários para a atração de turistas e investidores tão importantes para o Rio. Portanto, o SindRio não só apoia e objetiva a formalização de negócios, como oferece apoio e orientação para este processo”, destaca Fernando Blower, presidente do SindRio.