21/02/2019 às 18:16 - Atualizado em 08/03/2019 às 18:21

Uma em cada cinco pessoas compra produtos piratas no Rio de Janeiro

João Gomes, economista-chefe da Fecomércio RJ fala sobre os impactos da pirataria na economia fluminense
João Gomes, economista-chefe da Fecomércio RJ fala sobre os impactos da pirataria na economia fluminense

A Fecomércio RJ foi destaque na mídia com a pesquisa sobre o consumo de produtos pirataria e seus impactos na economia fluminense. Veículos como TV Globo (Bom dia Rio), TV Record (Balanço Geral e Cidade Alerta), jornal O Globo (coluna Ancelmo Gois e editoria Rio), Jornal do Brasil (coluna Informe JB) e O Dia (Informe do Dia), além das rádios BandNews FM e Super Rádio Tupi, entre outras repercutiram o estudo, que estimou um prejuízo de R$ 665 milhões para o comércio fluminense nos últimos 12 meses.

Clique nos links abaixo para ver algumas das matérias:

TV Globo / Bom Dia Rio 

TV Record (Balanço Geral) 

Jornal O Globo 

BandNews FM 

A pesquisa da Fecomércio RJ apontou que 19% da população adulta do estado compram produtos piratas, o que significa que cerca de 2,43 milhões de pessoas adquiriram algum produto no último ano. Segundo o levantamento, o gasto médio foi de R$ 55 por compra.

A pirataria eletrônica está no topo dos itens mais consumidos de forma ilegal: filmes (31,7%) e músicas (28,6%) baixados pela internet foram os mais citados na pesquisa, liderando o ranking. Em seguida, foram mencionados roupas (27%), equipamentos eletrônicos (27%), programas de computador (20,6%), óculos (19%), relógios (17,5%), calçados/bolsas (14,3%), TV por assinatura (9,5%), artigos esportivos (7,9%) e perfumes (6,3%). Foram comprados, em média, cinco produtos por cada indivíduo nos últimos 12 meses.

 

Justificativas

O principal motivo apontado pelos consumidores para optar por produtos piratas foi o preço mais baixo, citado por 73% dos entrevistados. O fato dos produtos serem “descartáveis”, portanto, não necessitando serem originais, foi mencionado por 31,7% dos compradores. Em seguida, os motivos foram: produtos mais fáceis de encontrar (25,4%), disponibilidade no mercado antes do original (17,4%) e por questão de “status” (12,7%).

Entre os consumidores de produtos piratas, 54% afirmaram já ter se arrependido da compra, por causa da baixa qualidade (79,4%), falta de garantia (58,8%) e não poder trocar o produto (35,3%). Ainda assim, 61,8% dos entrevistados que usam produtos piratas disseram que pretendem continuar a comprá-los.

Para 57,1% da população, os produtos originais são mais caros devido aos impostos elevados. As melhores soluções para combater a pirataria seriam reduzir a carga tributária (para 64,8% dos entrevistados), e conscientizar a população sobre os prejuízos causados pelo consumo dos produtos (46,3%).

 

Consciência

A pesquisa da Fecomércio RJ mostra, no entanto, que os consumidores têm consciência que estão cometendo um ato ilegal: 96,3% dos entrevistados afirmaram saber que a pirataria no Brasil é crime. E para 58,3%, a compra de produtos piratas prejudica a economia do Estado do Rio de Janeiro, oferecendo, para 69% dos entrevistados, uma concorrência desleal ao comércio formal.

Em relação à percepção dos aspectos negativos por trás da pirataria, 61% da população acha que o consumo destes produtos favorece o aumento da violência e da criminalidade no estado. Apenas 53,2% acreditam que a pirataria afeta a geração de emprego. Já para 64,2% da população, pode haver ligação entre a pirataria e o crime organizado.

Para a Fecomércio RJ a pirataria pode causar danos aos próprios consumidores, com produtos de baixa qualidade que podem provocar acidentes. Além disso, a Federação alerta para os danos econômicos, tendo em vista que estes produtos não taxados na sua produção, importação ou comercialização, prejudicando a arrecadação e promovendo concorrência desleal com o comércio formal, contribuindo para o desemprego e o aumento da criminalidade.

Para download

pesquisa_fecomercio_rj_-_pirataria_-_fev_2019 | Download